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		<title>Empresas no Divã</title>
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		<pubDate>Sun, 29 May 2011 19:50:18 +0000</pubDate>
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			<content:encoded><![CDATA[<p>A psicologia parece ter mesmo entrado no mundo corporativo. Não se trata de instalar um divã no meia da área de Recursos Humanos, mas sim refletirmos sobre as dificuldades e desafios atuais.<br />
O Dr. Stephen Paul Adler, norte americano, que atua há 42 anos em Nova York é um dos maiores experts do mundo em Comunicação Ericksoniana. Tem lecionado em instituições como a Universidade de Nova York e é o fundador da ACT Institute nos Estados Unidos e no Brasil. Recentemente tive a oportunidade de estar com o Dr. Stephen em um treinamento em São Paulo e durante um dos intervalos pudemos conversar um pouco sobre a aproximação da psicologia e o mundo corporativo.<span id="more-142"></span><br />
As demandas atuais no mercado caminham sempre para situações estressantes. Quando estamos em uma fase positiva a pressão por resultados aumenta, entretanto quando estamos em crise, a pressão por sustentabilidade aparece. A comunicação entre líderes e liderados é um dos pontos chave para, em ambas situações, possamos atingir nossos objetivos.<br />
Infelizmente muitas empresas ainda apresentam um foco no negativo.<br />
O Dr. Stephen lembra que nossos gestores foram crianças um dia, e que por certo, cada um de nós pode trazer algo negativo transmitido por nossos país, ou mesmo pelo ambiente vivenciado no passado. Milton Erickson foi o responsável por levar a hipnose e o uso da linguagem positiva ao meio médico. A linguagem ericksoniana é hoje utilizada por diversos<em>trainers</em> ao redor do mundo com objetivo de tornar empresas mais competitivas.<br />
Segundo o Dr. Stephen ela é pode ser utilizada para melhorar o processo de comunicação organizacional. Mas como utilizar esse processo em empresas que tem uma cultura negativa fortemente enraizada? A primeira questão importante a pensarmos é que quando nos comunicamos de forma mais profunda e positiva isto reflete diretamente nos resultados e até nos processos de inovação. Se a organização não for flexível o suficiente para mudar sua forma de comunicação, jamais poderá ser inovadora, afirma o especialista.<br />
Ele vê um grande desafio na comunicação entre gestores seniores e a geração Y. O ponto é que os velhos e bons gestores, apesar de uma vivência enorme, ainda não sabem como se comunicar efetivamente com seus pares e liderados mais jovens. Na prática eles precisam reinventar sua forma de linguagem e comunicação e este é um um grande desafio.<br />
Quando o assunto é sociabilização nas organizações o Dr. Stephen é mais incisivo.<br />
“O engajamento social parece cada vez mais distante, ter uma rede social com milhares de supostos contatos pode não significar muita coisa. Criamos sociabilização por contato face a face, assim estabelecemos empatia. Nós confundimos o network eletrônico com o relacionamento social. Um não substitui o outro. Quanto mais as empresas deixam de lado o contato pessoal, maiores são os seus problemas. O uso do e-mail é exemplo disto. O ponto é que quanto menos temos relações face a face, maior são os problemas de interpretação errônea e decisões incorretas. Por exemplo, existem algumas empresas hoje nos EUA que estão mudando a forma de lidar com este tipo de comunicação. Algumas delas não permitem o envio de mais de cinco e-mails por dia e estimulam um contato pessoal sempre que possível.”<br />
Parece que a Comunicação Ericksoniana pode ser mais um recurso interessante para promover mudanças positivas nas corporações.</p>
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		<title>Falsas Expressões Positivas</title>
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		<pubDate>Sun, 29 May 2011 19:48:09 +0000</pubDate>
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			<content:encoded><![CDATA[<p>Comunicação efetiva é um dos maiores desafios de qualquer líder. Tenho reparado que apesar de tantos treinamentos e livros sobre este tema, ele ainda continua sendo uma tarefa desconfortável para aqueles que lidam equipes. Parece que líder e liderado falam línguas diferentes. Se conversarmos com cada um deles podemos afirmar que todos estão corretos. Cada um sempre tem uma boa razão para uma péssima atitude de comunicação. Algumas expressões podem ser péssimas para qualquer tipo de relacionamento.<span id="more-139"></span><br />
Em ambientes corporativos jargões e frases de efeito podem ser pilares para não comunicar-se efetivamente. Isto parece ter tomado conta de todos, principalmente em grandes corporações. Veja alguns exemplos de expressões positivas, que na verdade podemos considerar completamente negativas, ou seja, que não ajudam a criar nenhum tipo de efetividade nas comunicações.<br />
1. “Concordo, mas acho que deveríamos…”- isto é o mesmo que dizer discordo, é uma razão polida para impor sua ideia, claro que não convence ao seu interlocutor.<br />
2. “Isto não é difícil, podemos fazer…”- ora esta é uma afirmação falsa positiva – pois é dada unilateralmente. Geralmente leva aos demais a pensarem “ele diz isso pois não vai ter trabalho para conseguir cumprir sua promessa”.<br />
3. “Estamos todos motivados…”- bobagem é praticamente impossível prever e afirmar que todos estejam motivados.<br />
4. “Nossa equipe não tem nenhuma estrela…” – bobagem toda equipe precisa de pelo menos uma estrela que possa fazer a diferença, citar que não há estrelas é o mesmo que dizer somos fracos (todos).<br />
5. “Nossa empresa preza por sua tradição…” – nem sempre tradição mantém ações em alta e acionistas contentes. Tradição pode ser boa por algum tempo, por todo tempo é um vício perigoso.<br />
6. “Procuramos sempre inovar…”- nem sempre inovar significa melhores resultados. Toda inovação tem seu custo, em alguns momentos inovar pode significar perder tempo, dinheiro e mercado.<br />
7. “Eu sempre confio em nossa equipe (frase típica de convenções anuais…)”- bobagem, pois sempre confiar na equipe é um risco. Pessoas são diferentes e equipes são formadas por pessoas. Estas têm certo grau de fidelidade, com você e com sua empresa. Uma oferta melhor de seu concorrente, e lá se vai uma peça fundamental de sua equipe.<br />
8. “Temos a total confiança de nossos acionistas…”- balela – o acionista confia até o limite do valor mínimo das ações da organização. É semelhante ao técnico de futebol, está prestigiado desde que ganhe o próximo jogo.<br />
9. “Temos um negócio sólido e estruturado…”- o Titanic também. Preste atenção naquilo que realmente pode ser monitorado, isto sim é solidez.</p>
<p>A lista não tem seu 10o. elemento – será que leitores acreditam em listas com 10 elementos? Talvez esta possa ser uma falsa expressão positiva.</p>
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		<title>Bullying Corporativo</title>
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		<pubDate>Sun, 29 May 2011 19:27:49 +0000</pubDate>
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			<content:encoded><![CDATA[<p>Nunca esteve tão em evidencia o assunto da pressão física e psicológica sobre estudantes, o caso de Realengo apenas o intensificou. Mas será que uma espécie de bullying pode acontecer em uma organização? Infelizmente, a resposta é sim. De uma forma um pouco diferente, a pressão e, muitas vezes, o assédio moral ainda fazem parte do cenário organizacional.<br />
Falar alto, gritar, ironizar e até xingar publicamente os liderados pode ser um sinal claro de que a pressão normal do cotidiano esteja sendo extrapolada. O número de casos de assédio moral vem crescendo ano a ano, um sinal claro de que alguns líderes exageram e têm sérios problemas de relacionamento.<span id="more-136"></span><br />
A pressão cada vez maior e a falta de preparo dos líderes em termos de inteligência emocional tem causado problemas.<br />
Elenice* – uma supervisora de vendas de 35 anos e com grande experiência em sua área chegou ao limite do estresse. Desenvolveu uma forte depressão simplesmente porque seu chefe resolveu utilizar uma técnica diferente para melhorar seus resultados. Suas metas eram acompanhadas de perto. Ora isso não tem nada de errado, afinal é um dos papéis do gestor, especialmente na área de vendas. O ponto é a forma como isto era feito. Nas reuniões de resultados, quando algo não ia bem lá estava o gestor gritando e deixando claro que Elenice havia se esforçado pouco e sua incompetência deveria ficar aparente. Naquela semana Elenice deveria manter em sua mesa um “burrinho” de pelúcia, ícone dos maus resultados. Ela já sabia que teria que suportar as piadas dos colegas e as perguntas dos estranhos ao seu setor sobre o famoso símbolo. Em pouco tempo Elenice estava em licença médica.<br />
Este é apenas um exemplo, existem outras histórias incríveis como a de uma chefe, que em momento de irritação, apenas atirou o telefone na cabeça de um de seus colaboradores. Sorte que o aparelho não atingiu o seu alvo. Isto é bullying puro!</p>
<p>*Elenice é um nome fictício.</p>
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		<title>Obesidade nas Empresas</title>
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		<pubDate>Sun, 29 May 2011 19:17:48 +0000</pubDate>
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			<content:encoded><![CDATA[<p>Um dos enormes desafios do século XXI é conter a expansão da obesidade em todo o mundo. Dados da Organização Mundial da Saúde indicam que mais de um bilhão de pessoas estão acima do peso normal, sendo que 300 milhões delas já são diagnosticadas como obesas. Ou seja, um problema que atinge hoje cerca de 15% da população mundial.<br />
Os dados são ainda mais preocupantes quando comparados em termos de evolução. Trata-se de um problema global e merece a atenção de todos, inclusive as organizações.<span id="more-131"></span><br />
O Brasil não foge a regra. Segundo estudos do IBGE, considerando a somente a população adulta, em meados da década de 70 a população de obesos no país era composta por 2,8% de homens e 8% de mulheres. Em 2009 este número saltou para um patamar absurdo de 12,4% (homens) e 16,9% (mulheres) .<br />
Quando observamos os dados relativos a crianças e adolescentes os dados são ainda mais preocupantes. Mais de 30% das crianças na faixa de 5 a 9 anos têm sobrepeso.<br />
As causas para a doença do século XXI são bem conhecidas. Hábitos alimentares ruins, falta de atividade física e problemas emocionais principalmente causados por estresse e pressão no dia-a-dia de trabalho. É mais fácil fartar-se em uma praça de alimentação de um shopping, repleta de opções e relativamente em conta, do que planejar, comprar e preparar uma comida mais saudável. Os jovens que estão deixando as casas dos pais, são presas fáceis para os deliveries e as opções rápidas e perigosas. Quando percebem, já estão viciados em comer o que os americanos chamam de <em>junk food</em>.<br />
Muitos fazem apenas uma ou duas refeições diárias o que pode gerar uma confusão no metabolismo de nosso corpo. Na verdade a pessoa imagina que cortando refeições ira perder peso, quando na prática o que ocorre é exatamente o contrário.<br />
Quanto ao sedentarismo e a ausência de exercícios, as desculpas são diversas. Falta de tempo, distância, local não próprio à prática de exercícios, segurança, cansaço, estresse, etc.<br />
As empresas começam a tomar consciência desta situação e muitas iniciam programas para uma reeducação alimentar e de saúde em geral. Mas isto não é uma tarefa muito fácil. Mudar hábitos dentro de organizações, principalmente de grande porte, torna o desafio ainda maior. Os restaurantes coletivos parecem ainda carregar o estigma da distinção entre funcionários administrativos e operacionais. Aos operacionais é destinado um cardápio geralmente mais calórico e com porções de tamanho muito acima das necessidades básicas. A justificativa está atrelada ao paradigma “eles gastam mais energia”, o que em alguns casos não é verdade. Um operador de máquinas há décadas atrás era responsável por uma série de movimentações braçais, o que justificaria tal definição. Com a chegada dos equipamentos automatizados, é mais comum ver operários observando e monitorando o equipamento, do que praticando atividades físicas fortes que justifiquem uma alimentação mais calórica. Na área administrativa a situação ainda é pior. A desculpa pela não prática de exercícios é constantemente dirigida à falta de tempo. Excesso de reuniões, uso de computadores ou estações de trabalho, uso de e-mail ao invés de conversas pessoais, são apenas exemplos de como o sedentarismo toma conta das organizações. Algumas organizações investem em academias internas que podem captar justamente estes clientes com “falta de tempo”. Outras criaram programas para atender sua população de pessoas com sobrepeso ou obesos. Médicos, nutricionistas, psicólogos e especialistas em desenvolvimento humano são reunidos para trabalhar com estas pessoas com o objetivo de fornecer ferramentas para uma melhoria de qualidade de vida à curto prazo. As pessoas são avaliadas fisicamente e elas próprias estabelecem um programa, totalmente adaptado às suas necessidades, com o intuito de vencer o sedentarismo e os péssimos hábitos alimentares característicos do mundo moderno. Cada pessoa reage de forma diferente. A mudança de comportamento também necessita de fatores motivacionais diferentes. Encontrá-los é fundamental.<br />
Uma das chaves do processo é encontrar parceiros positivos que amparem as atividades. Unir casais, amigos e pequenos grupos pode ser uma boa alternativa para alcançar ótimos resultados em curto prazo.<br />
Pessoas que conseguem sucesso em programas de redução de peso e melhoria de qualidade de vida são premiadas com um estado de melhor humor, maior capacidade de sociabilização e melhor performance no trabalho e nos estudos.<br />
A preocupação maior é que ainda há uma atenção baixa a esta questão no Brasil, seja na área pública ou privada. Seguimos passos perigosos copiando o modo de vida americano. Por lá, recentemente, a primeira dama Sra. Obama iniciou uma campanha gigante para combater a obesidade infantil, e com certeza o trabalho será mais árduo que o nosso.</p>
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		<title>Ideias Novas? Sou Contra!</title>
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		<pubDate>Sat, 14 May 2011 17:48:11 +0000</pubDate>
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		<description><![CDATA[Quantas vezes temos uma brilhante ideia e no momento em que a apresentamos à alguém, uma simples frase negativa faz com que ela seja esquecida, jogada fora. A barreira da contra-argumentação deve ser vencida para que a inovação e a &#8230; <a href="http://www.renatoricci.com.br/?p=1">Continue lendo <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Quantas vezes temos uma brilhante ideia e no momento em que a apresentamos à alguém, uma simples frase negativa faz com que ela seja esquecida, jogada fora. A barreira da contra-argumentação deve ser vencida para que a inovação e a criatividade possam gerar resultados positivos.<br />
Existem chavões negativos que possuem extremo poder para blindar novas ideias. Geralmente estes são ditos por pessoas mais experientes ou simplesmente pelos pessimistas de plantão. <span id="more-1"></span>O destemido que lança a ideia é bombardeado por estes argumentos de defesa e geralmente acaba desistindo de convencer os demais. Impedir que o novo se espalhe é a missão deste grupo de pessoas. Eu diria que em média, em uma empresa comum, este time é formado por mais de 80% das pessoas – ou seja são aquelas que não desejam mudar o mundo, estão em certa zona de conforto ou meramente não tem capacidade de propor ou aceitar mudanças positivas. Isto não significa que os demais 20% sejam inovadores e destemidos em gerar novos cenários de transformação. Talvez apenas 5% destes sejam geradores de novos debates e proporcionem oportunidades para alguma evolução. Os outros 15% são compostos por pessoas que não são contra as novas ideias, as recebem bem e tem ótima capacidade de ajudar em sua realização, entretanto não são hábeis em levantar a bandeira do novo. Apenas não têm esta característica em seu DNA. Para detectar facilmente aqueles que pertencem ao grande grupo dos opositores às ideias novas basta prestar atenção em sua linguagem e ou expressão. Veja algumas características deste grupo.</p>
<p>1. Quando começam a ouvir uma nova ideia ou conceito, eles sempre franzem a testa, ou se põem de olhos atrás das lentes de seus óculos, pestanejam, balançam a cabeça negativamente, e quase sempre não ouvem o que está sendo dito;</p>
<p>2. Os negativos se utilizam de frases de efeito e chavões como: isto já foi feito antes, esta ideia não é nova, nossas chances são pequenas, o problema com esta ideia é que…</p>
<p>3. Outros são mais agressivos e procuram desqualificar o inovador: você não entende bem disto, você diz isso porque não sabe, você está maluco, você já pensou se isto der errado…</p>
<p>4. O pior tipo talvez seja aquele que não se manifeste no momento nem de forma gestual nem verbal, e depois, nos bastidores, mostra-se totalmente contrário a ideia nova. Geralmente sua desculpa é “eu não quis falar nada no momento só para não conturbar…”.</p>
<p>Portanto, se você tiver um pensamento inovador e quiser coloca-lo em prática, prepare-se para driblar estes obstáculos. Lembre-se que os opositores da mudança podem estar em todas as partes, no trabalho, em casa, em sua roda de amigos, em seu condomínio. Usar uma estratégia para vencer a estes pessimistas faz parte de toda inovação de sucesso. Pense nisto.</p>
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